Sobre a crise financeira americana....
... Reuni alguns termos interessantes sobre a crise e achei que seria relevante comenta-los:
Alavancagem – É a operação em que bancos de investimento fazem apostas no mercado cujo valor é até quarenta vezes seu patrimônio – quando o limite máximo de segurança recomendado internacionalmente é doze vezes (12:1). A fórmula mais simples de medi-la é L = D / E, em que L é leverage (alavancagem), D é debt (dívida) e E é equity (patrimônio).
Bail-out – Pronuncia-se "beil aut". É o socorro financeiro que o governo dá a empresas falidas ou a setores inteiros da economia – no caso atual, o financeiro. Começou a ser usado em economia nos anos 50. Antes se referia principalmente ao ato de o piloto de caça acionar os foguetes que ejetam seu assento quando o avião é abatido (foto abaixo)– ele se salva, mas Deus sabe onde cairão os destroços em chamas. O paralelo com o pacote de salvação do governo americano é imediato: os ousados pilotos financeiros vão se salvar, mas os destroços cairão na cabeça dos contribuintes mais sensatos e que se recusaram a entrar na ciranda de Wall Street.
Bennie Davis/AP
Banco comercial – Sua atividade básica é captar dinheiro mais barato de quem tem, emprestar mais caro para quem precisa e ainda cobrar uma taxa pela operação. É mais seguro, mais controlado e mais tedioso, e paga aos seus ases bônus anuais muito menores do que os pagos pelos bancos de investimento. Morgan Stanley e Goldman Sachs, os dois mais reputados bancos de investimento dos Estados Unidos, viraram bancos comerciais para tentar escapar da crise.
Banco de investimento – É a variedade selvagem do banco comercial. Capta dinheiro de pessoas e empresas, mas ganha dinheiro mesmo fazendo investimentos ousados no mercado. É alavancado (veja o verbete alavancagem) e, por isso, mais arriscado. Não deve sobreviver ao terremoto de Wall Street. Um banqueiro de investimento com quinze anos de casa e salário de 300 000 dólares por ano podia ganhar bônus anuais de 3 milhões de dólares.
Bankruptcy – Em português, é falência ou bancarrota, e seu significado é o mesmo. Refere-se à incapacidade de um banco ou uma empresa de pagar seus credores, o que leva à interrupção das atividades. Bankruptcy e bancarrota têm origem comum nas palavras latinas bancus (banco) e ruptus (quebrado) e se referiam ao hábito dos comerciantes da Idade Média de quebrar a loja do comerciante que dava o cano no mercado.
Credit Default Swap (CDS) – Instrumento financeiro muito arriscado lançado pelos bancos americanos e europeus para se proteger da inadimplência. Um banco que emprestou muito dinheiro para uma empresa recorre a outro banco e "troca" (swap, em inglês) parte do seu direito de receber por uma garantia. O duro é descobrir que essa garantia também se evaporou, como agora nos Estados Unidos.
Chapter 11 – É o capítulo 11 do Código de Falência dos Estados Unidos, cujo equivalente no Brasil é a recuperação judicial. Menos grave que a falência, permite que a empresa (ou pessoa física) se recupere e pague os credores. O processo de recuperação é supervisionado por um dos tribunais de falências.
Depressão – Situação de grave crise econômica, em que o crédito desaparece, o desemprego explode, as falências se multiplicam, o comércio internacional e o investimento encolhem e as moedas se desvalorizam por longos períodos. Uma depressão é uma forma grave de recessão.
Derivativos – Instrumentos financeiros que servem para diluir o risco de um investidor. É mais ou menos como pagar alguém (um especulador) para correr riscos em seu lugar em troca de uma remuneração. Tornaram-se tão complexos a ponto de ninguém saber exatamente com quem está o risco. Difícil mentalizar? Imagine uma família tão heterodoxa a ponto de alguém descobrir que é seu próprio avô.
Desalavancagem – É o processo de diminuir a relação D / E, em geral aumentando o patrimônio (E), mas também diminuindo a dívida (D)
Federal Deposit Insurance Corporation (FDIC) – Seguradora Federal de Depósitos. É uma estatal americana encarregada de defender o dinheiro dos pequenos poupadores das peraltices dos banqueiros. Quando um banco quebra, os depósitos até 250 000 dólares estão protegidos.
Federal Reserve (Fed) – O Sistema Federal de Reservas (Federal Reserve System, mais conhecido como Fed) é o banco central dos Estados Unidos. Seu dever principal é garantir o valor do dólar controlando a inflação, mas nas duas últimas semanas o Fed concentrou-se em salvar o sistema bancário.
Foreclosure – É o despejo de um comprador inadimplente de imóvel, algo muito mais fácil nos Estados Unidos que no Brasil. O vendedor encerra unilateralmente o contrato de compra e venda antes do prazo (foreclose) e despeja o morador.
Bennie Davis/Erin Siega/Reuters
Hedge funds – São fundos que diversificam investimentos e fazem pesadas apostas em ações, títulos de dívida, matérias-primas básicas, as commodities, moedas e até ouro, jóias e obras de arte de modo a ganhar com as oscilações relativas de preços. O nome é quase uma ironia porque quem busca hedge (proteção, em inglês) quer segurança, algo que esses fundos têm estado muito longe de oferecer.
Mortgage – É a hipoteca, um empréstimo garantido por um imóvel. As hipotecas foram o principal produtor de riqueza financeira dos Estados Unidos. Com 1 trilhão de dólares de hipotecas, os bancos criaram, por meio de derivativos e outros instrumentos financeiros, cerca de 10 trilhões de dólares (mais ou menos dez PIBs do Brasil) por ano.
Panic selling – É o movimento irracional de venda que ocorre quando os investidores entram em pânico e acham que as cotações vão cair muito. Por isso vendem o que possuem a qualquer preço. Bom momento para os grandes investidores (carinhosamente chamados de "tubarões") ganharem dinheiro comprando ações de boas empresas muito barato. O movimento contrário é chamado de panic buying, a compra irracional.
Recessão – Uma situação em que a atividade econômica diminui seu ritmo por um período (para alguns economistas, mais de três trimestres consecutivos). Uma recessão é menos grave do que uma depressão.
Securitização – Emissão de títulos garantidos por um fluxo de pagamentos que ainda será recebido –.ou seja, uma dívida. O emissor desses títulos (em inglês, securities, daí o termo securitization) antecipa os recursos vendendo os papéis para investidores. A crise explodiu quando muitas dívidas não foram pagas e o sistema se convenceu de que muitas outras também não seriam.
Subprime – A atual situação caótica dos mercados será conhecida para sempre como a Crise do Subprime. Prime (pronuncia-se "praime" é o título emitido por um devedor com vontade e capacidade de pagar sua dívida. Subprime é o contrário. A malandragem que deu a confusão toda foi justamente empacotar títulos prime junto com subprime e usá-los no processo de securitização com ajuda de derivativos – uma versão de alta tecnologia da venda de gato por lebre.
Istockphoto.com
Tesouro – O Departamento do Tesouro é o órgão encarregado de administrar as finanças públicas dos Estados Unidos, mais ou menos a atribuição do Ministério da Fazenda no Brasil. Mais recentemente, virou também o responsável por tributar os pobres para ajudar os bancos.
Quinta-feira, 2 de Outubro de 2008
Terça-feira, 30 de Setembro de 2008
Circuit breaker e o desespero nos mercados
Olá meus amigos de investimento.
Que diazinho para a economia mundial einh! Mais hilário foi ver o Lula chamando a bolsa dos EUA de Casino e atingir os 80% de popularidade nas últimas pesquisas.
Bem, resolvi fazer este post especialmente devido ao desespero que vejo no mercado financeiro desde os anúncios de socorro dos bancos americanos, e a importência do pensamento analítico e disciplinado nesta hora.
Hoje depois quase 10 anos vimos acontecer denovo o circuit braker, o que gera uma dose extra de pessimismo em todos. Para quem não sabe, o circuit braker é um mecanismo de controle da variação dos índices. Quando as cotações superam limites estabelecidos de alta ou de baixa (na bovespa 10%), as negociações são interrompidas, para evitar movimentos muito bruscos.
Apesar de tudo parecer podre, continuo mantendo a sensação de que estamos em época de compra ou menutenção de carteira.
Sabe porque? Porque a bolsa não está de fato caindo na proporção do desespero que está sendo gerado nestas ultimas 3 semanas. A bolsa está muito volátil sim, mas a queda mesmo veio lá de cima nos 72 mil pontos em maio quando tudo parecia maravilhoso.
Talvez estejamos desenhando um fundo...
Talvez não...
Isso não importa desde que tenhamos uma estratégia executada com disciplina, pois se as coisas continuarem mal, podemos abandonar o barco com uma perda definida.
Para lembrar na nossa Carteira Guiadeinvestimento utilizamos:
Estratégia: Análise das ações, posiçionamento no mercado para medio/longo prazo e situação gráfica.
Diciplina: Perda máxima estabelecida em R$ 20% (necessário para o momento de volatilidade, e sempre lembrando que o capital da bolsa é capital de risco que pode ser perdido sem preocupação)
Gráfico: Ações em possíveis suportes, e como premissa pessoal, se não comprarmos no suporte vamos comprar quando?
Resumo da carteira em 30/09:
NetC4 - R$ 15,06 - Perda de 13,3% (comprado em R$ 17,38 e dentro do risco estabelecido)
Petr 4 - R$ 32,10 - Ganho de 9,7% (comprado em R$ 29,25 e dentro do risco estabelecido)
Balanço - Prejuizo de R$ -935,00 - ou 2,9% em percentual
Portanto:
Desde 11/09 quando montamos nossa carteira até hoje 30/09 perdemos apenas 2,9% enquanto o mundo parecia acabar. O momento não foi de perdas, o momento foi de desespero global.
Se não comprar no suporte vai comprar aonde?
PS:
O balanço na plnilha está quase saindo :-)
Alguns artigos novos no site na seção de carreiras.
Não deixem de acessar os Feeds pelo leitor ou por email no canto superior do blog para receber todas as novidades.
Abraços!!!
Que diazinho para a economia mundial einh! Mais hilário foi ver o Lula chamando a bolsa dos EUA de Casino e atingir os 80% de popularidade nas últimas pesquisas.
Bem, resolvi fazer este post especialmente devido ao desespero que vejo no mercado financeiro desde os anúncios de socorro dos bancos americanos, e a importência do pensamento analítico e disciplinado nesta hora.
Hoje depois quase 10 anos vimos acontecer denovo o circuit braker, o que gera uma dose extra de pessimismo em todos. Para quem não sabe, o circuit braker é um mecanismo de controle da variação dos índices. Quando as cotações superam limites estabelecidos de alta ou de baixa (na bovespa 10%), as negociações são interrompidas, para evitar movimentos muito bruscos.
Apesar de tudo parecer podre, continuo mantendo a sensação de que estamos em época de compra ou menutenção de carteira.
Sabe porque? Porque a bolsa não está de fato caindo na proporção do desespero que está sendo gerado nestas ultimas 3 semanas. A bolsa está muito volátil sim, mas a queda mesmo veio lá de cima nos 72 mil pontos em maio quando tudo parecia maravilhoso.
Talvez estejamos desenhando um fundo...
Talvez não...
Isso não importa desde que tenhamos uma estratégia executada com disciplina, pois se as coisas continuarem mal, podemos abandonar o barco com uma perda definida.
Para lembrar na nossa Carteira Guiadeinvestimento utilizamos:
Estratégia: Análise das ações, posiçionamento no mercado para medio/longo prazo e situação gráfica.
Diciplina: Perda máxima estabelecida em R$ 20% (necessário para o momento de volatilidade, e sempre lembrando que o capital da bolsa é capital de risco que pode ser perdido sem preocupação)
Gráfico: Ações em possíveis suportes, e como premissa pessoal, se não comprarmos no suporte vamos comprar quando?
Resumo da carteira em 30/09:
NetC4 - R$ 15,06 - Perda de 13,3% (comprado em R$ 17,38 e dentro do risco estabelecido)
Petr 4 - R$ 32,10 - Ganho de 9,7% (comprado em R$ 29,25 e dentro do risco estabelecido)
Balanço - Prejuizo de R$ -935,00 - ou 2,9% em percentual
Portanto:
Desde 11/09 quando montamos nossa carteira até hoje 30/09 perdemos apenas 2,9% enquanto o mundo parecia acabar. O momento não foi de perdas, o momento foi de desespero global.
Se não comprar no suporte vai comprar aonde?
PS:
O balanço na plnilha está quase saindo :-)
Alguns artigos novos no site na seção de carreiras.
Não deixem de acessar os Feeds pelo leitor ou por email no canto superior do blog para receber todas as novidades.
Abraços!!!
Segunda-feira, 22 de Setembro de 2008
Pai rico pai pobre - Resumo do livro
Bem, eu sei que estou devendo a planilha de controle das operações em bolsa e vou posta-la assim que ficar pronta.
Quero dedicar este post em especial ao livro Pai Rico Pai Pobre. Foi um livro que li ha uns 5 anos e me fez pensar muito na forma como eu deveria gerenciar o dinheiro na minha vida. Apesar de ser repetitivo, considero uma leitura fundamental para todos que se interessam por finanças.
Disponibilizamos no Guiadeinvestimento um resumo que vale a pena para quem não leu o livro ainda. Considero interessante a leitura do resumo mesmo para quem já conhece o livro, para não esquecer dos conceitos de "viver a vida como um rato" que tanto é abordado. O link para a matéria vai logo abaixo:
http://www.guiadeinvestimento.com.br/Artigos/pai_rico_pai_pobre.php
Além disso coloquei também um texto bem interessante sobre liderança e motivação:
http://www.guiadeinvestimento.com.br/Artigos/lideranca_e_motivacao.php
Ainda estou trabalhando na planilha das nossas operações em bolsa e espero que esteja pronta até o próximo post.
Abraços a todos!
Quero dedicar este post em especial ao livro Pai Rico Pai Pobre. Foi um livro que li ha uns 5 anos e me fez pensar muito na forma como eu deveria gerenciar o dinheiro na minha vida. Apesar de ser repetitivo, considero uma leitura fundamental para todos que se interessam por finanças.
Disponibilizamos no Guiadeinvestimento um resumo que vale a pena para quem não leu o livro ainda. Considero interessante a leitura do resumo mesmo para quem já conhece o livro, para não esquecer dos conceitos de "viver a vida como um rato" que tanto é abordado. O link para a matéria vai logo abaixo:
http://www.guiadeinvestimento.com.br/Artigos/pai_rico_pai_pobre.php
Além disso coloquei também um texto bem interessante sobre liderança e motivação:
http://www.guiadeinvestimento.com.br/Artigos/lideranca_e_motivacao.php
Ainda estou trabalhando na planilha das nossas operações em bolsa e espero que esteja pronta até o próximo post.
Abraços a todos!
Quinta-feira, 18 de Setembro de 2008
Razões para escolha das ações
Quero usar este post basicamente para explicar os motivos que levaram a compra das primeiras duas ações que compõem noosa cartteira. gráficos das duas ações
1 - Petrobrás (PETR4) - Uma empresa bastante sólida com excelente histórico de de valorização das suas ações. Graficamente encontra-se no patamar de suporte na casa dos R$ 30,00. A situação da empresa para os próximos pode vir a ser muito promissora devido as enormes descobertas dos poços mas sofre o problema de ser dirigida pelo governo. Recentemente recebeu US$ 800.000 em investimentos do Bilionário George Soros que elevou para mais de 20% a participação da Petrobrás em um de seus fundos de investimento.
Prós: Empresa sólida com ação "barata" , saiu de R$ 50,00 e caiu quase em linha reta cerca de 40% estando na casa dos R$ 30,00. Atua no ramo do petróleo, que é uma commodity cada vez mais escassa e valiosa no mundo. Líder no segmento em que atua.
Contras: Empresa governamental sujeita a cumprimento de ordens da união. Empresa sólida e muito negociada, normalmente não proporciona muita alavancagem.
:: Compra na faixa dos R$ 30,00 com Stop perto dos R$ 26,00. Alvo inicial próximo aos 40,00 para médio prazo e R$ 50,00 para longo prazo.
2 - Net Serviços (NETc4) - Empresa de tecnologia e serviços relativamente antiga e estabelecida no mercado em que atua (14 anos) a NET hoje conta com a liderança do mercado de tv por assinatura durante o processo de implantação da tv digital no país. Graficamente deixou uma tendência de baixa no longo prazo desde 2005 logo após ter sido totalmente reestruturada pela venda de parte do seu capital para a Telmex do mega investidor Carlos Slim. No médio prazo encontra-se em zona de suporte próximo aos R$ 17,00 o que torna a compra atraente.
Prós: Líder no ramo em que atua e com um serviço de fácil valor agregado (tv por assinatura, internet banda larga, telefonia). Inserida no promissor mercado de tv digital que está em plena implementação no país. Ações em momento de inversão de tendência para o longo prazo e "barata" no médio prazo.
Contras: Seu mercado é muito competitivo e volátil. Tem um histórico de perdas e prejuizos enormes antes da reestruturação. Empresa baseada em cabeamento enquanto a tendência é a migração para a portabilidade.
:: Compra na faixa dos R$ 17,00 com Stop perto dos R$13,00. Alvo inicial em R$ 26,00 para médio prazo e R$ 30,00 para longo prazo.
Como falei, a idéia não é me prender a nenhum gráfico, notícia ou balanço. É importante levar em consideração vários fatores na hora de se decidir em que ação investir, e fazer o investimento com método e disciplina.
No momento estamos com cerca de R$ 30.000,00 dos R$ 50.000,00 disponíveis, próximo de 60% do capital aplicado. Os 40% restantes estão na renda fixa como explicado nas regras iniciais da carteira.
Na proxima mensagem vou trazer a tabela do excel que usaremos daqui em diante para obter o raio-x deste nosso investimento.
Abraços a todos!
1 - Petrobrás (PETR4) - Uma empresa bastante sólida com excelente histórico de de valorização das suas ações. Graficamente encontra-se no patamar de suporte na casa dos R$ 30,00. A situação da empresa para os próximos pode vir a ser muito promissora devido as enormes descobertas dos poços mas sofre o problema de ser dirigida pelo governo. Recentemente recebeu US$ 800.000 em investimentos do Bilionário George Soros que elevou para mais de 20% a participação da Petrobrás em um de seus fundos de investimento.
Prós: Empresa sólida com ação "barata" , saiu de R$ 50,00 e caiu quase em linha reta cerca de 40% estando na casa dos R$ 30,00. Atua no ramo do petróleo, que é uma commodity cada vez mais escassa e valiosa no mundo. Líder no segmento em que atua.
Contras: Empresa governamental sujeita a cumprimento de ordens da união. Empresa sólida e muito negociada, normalmente não proporciona muita alavancagem.
:: Compra na faixa dos R$ 30,00 com Stop perto dos R$ 26,00. Alvo inicial próximo aos 40,00 para médio prazo e R$ 50,00 para longo prazo.
2 - Net Serviços (NETc4) - Empresa de tecnologia e serviços relativamente antiga e estabelecida no mercado em que atua (14 anos) a NET hoje conta com a liderança do mercado de tv por assinatura durante o processo de implantação da tv digital no país. Graficamente deixou uma tendência de baixa no longo prazo desde 2005 logo após ter sido totalmente reestruturada pela venda de parte do seu capital para a Telmex do mega investidor Carlos Slim. No médio prazo encontra-se em zona de suporte próximo aos R$ 17,00 o que torna a compra atraente.
Prós: Líder no ramo em que atua e com um serviço de fácil valor agregado (tv por assinatura, internet banda larga, telefonia). Inserida no promissor mercado de tv digital que está em plena implementação no país. Ações em momento de inversão de tendência para o longo prazo e "barata" no médio prazo.
Contras: Seu mercado é muito competitivo e volátil. Tem um histórico de perdas e prejuizos enormes antes da reestruturação. Empresa baseada em cabeamento enquanto a tendência é a migração para a portabilidade.
:: Compra na faixa dos R$ 17,00 com Stop perto dos R$13,00. Alvo inicial em R$ 26,00 para médio prazo e R$ 30,00 para longo prazo.
Como falei, a idéia não é me prender a nenhum gráfico, notícia ou balanço. É importante levar em consideração vários fatores na hora de se decidir em que ação investir, e fazer o investimento com método e disciplina.
No momento estamos com cerca de R$ 30.000,00 dos R$ 50.000,00 disponíveis, próximo de 60% do capital aplicado. Os 40% restantes estão na renda fixa como explicado nas regras iniciais da carteira.
Na proxima mensagem vou trazer a tabela do excel que usaremos daqui em diante para obter o raio-x deste nosso investimento.
Abraços a todos!
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